terça-feira, 16 de junho de 2015

Em janeiro deste ano o criador deste blog faleceu. Sou sua esposa e coube a mim decidir o destino desta página (e o de tantas outras coisas que ele deixou). Ainda não sei quando, mas pretendo publicar o livro idealizado aqui por meu marido. Como ele afirmou que postaria um texto em dezembro, procurei o último texto escrito por ele para encerrar as publicações neste espaço. O que se segue então é um texto datado de 28 de dezembro de 2014.

LIVRO 3
A noite não tarda a clarear. Agora, toda a injustiça está controlada e não há força humana capaz de fazer voltar atrás as descobertas que se fez. Existe mais um pouco da história por se contar, algo que poderá ir para os arquivos ou não. O homem está unido ao universo pela sua mente, diferente dos outros seres, pois ele se põe a pensar. Existe no homem um estado de meditação como se fosse o fim do caminho e não o topo da pirâmide. Quando os olhos se abrem, ele enxerga tudo perfeitamente e vê que tudo se conecta e se move em expansão.
É assim que a Arte, a Arquitetura, a Medicina, a Ciência trabalha o homem sempre à frente. Muitos acreditam que as Guerras auxiliam nessa impulsão, porém, chegamos ao ponto máximo de desenvolvimento social. O que fazer com o homem e sua natureza parece ser a questão como se o próprio homem pudesse ser Deus.

sábado, 19 de julho de 2014

O silêncio da noite aqui não é silêncio
é música. É lindo. Assubio.
veio de onde?
é de que bicho?
Tem passarinho à noite?
Grilos
Bezourros
Macaquinhos que contam sonhos
e escondem histórias por de traz dos montes.
Lá vai eu buscar
meu pote de ouro a cavalgar no cacareco
fica na ponta de lá do arcoíris
vou prá lá num peteleco...


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Para quem faço poemas


Os poemas que escrevo
Não escrevo para mim.
Muitos esqueço
Muitos deixo pelo caminho
Em mesas, em pedaços de papel, em guardanapos.
Outros, talvez, algumas moças carreguem em suas bolsas
Não sei por quanto tempo.

Do universo imenso das palavras
Minha mente pesca à pena uma à uma
Cada ponto, cada letra que lhes da a forma
Vou espetando-as como piabas
Que acabo degustando com pinga
Faço mesmo sem querer
O que me faz estremecer
Quando adormeço

E vai minha mente pelo escuro
Tateando o universo obscuro
Das palavras
Num encontro de sombras
Os poemas que fiz
Os poemas que perdi
Fragmentos do que não sei
Saudade do que não vi
Passa por minha uma flor caindo
Enquanto vem um amor atravessando
Por outro lado esbarra a dor
Coração, trovão, nuvens...
A lua, estrelas, solidão ao pé de uma árvore
Toda a natureza com sentimentos humanos distraídos
Enquanto os meus olhos tremem fechados

Se alguém tiver um poema meu
Não o jogue fora, ou rasque seu papel

Eles morrem. Depois os visito... pode ser no céu... 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Projeto livro 2014

caros um ou dois ouvintes:
O tolo fechou seus olhos. este blog acabou sem nem mesmo começar direito. ficou assim mesmo sem acabamento algum, até acabar. Existe uma última postagem que será feita em Dezembro de 2014. A ideia é simples: vou costurar via intertextualidades todas as 155 postagens que fiz. A caixa com fotografias vai virar um album. vou costurar este ano minha colcha de retalhos.
este blog teve o objetivo de auto-análise, para me ajudar a conviver com meus fantasmas. sinto muito de verdade se alguem se ofendeu com qualquer coisa que pus aqui. mas tenho certeza que expus de verdade mesmo a mim mesmo. tudo aqui é ego puro. são opiniões pessoais e não apresentam uma realidadeocreta. tudo pode ser contestado apenas sob simples pontos de vistas diferentes.

Obrigado a todos que comentaram!
Obrigado a todos que visitaram!
perdoem os que se ofenderam!
Desejo a Paz e o Bem para todos.

Obs: "eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes" sim, isso vai virar um livro, por favor: ME COMPREM!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Guerra e Paz

Vida de guerra
              e Paz
Feliz 2014
é tudo o que espero
partida e chegada
luta e conquista
ânimo pra vida
construção
amor
saúde
união
tudo do melhor e bão!!!
Pra todos nós!!!
FELIZ NATAL!!!
PRÓXIMO ANO NOVO!!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

utopias

tudo o que não agoniza
é uma utopia
a humanidade tem mania
de se nivelar por baixo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

o ponto final na desigualdade social


A chuva que cai
A terra que treme
Até as pedras saem
Soltam-se de seus lugares
E tudo quanto alicerce
Das bases aos tetos
As paredes de todos os bancos centrais
Apresentam rachaduras
A defesa civil não serviu
A massa desabrigada
O estado se prepara
Apronte o peito
Aperte o cinto
Os projetos são objetos para traças e cupins
Só Deus que sabe
A economia come
A moeda some
Corre cartões sem lastro
As fronteiras caem
Enquanto minas e cercas
Brotam como ervas
Lado à lado
Cada passo que vai...
Os mercados do Norte
Os mercados do Sul
Uma laranja rachada pelo equador
Tordesilhas e outros tratados
Todos enterrados
Depois de tsunamis e outros terremotos
À descoberto vamos leiloar
Botar tudo no bazar
O que não se vende
Se toma
O que não se compra
Se rouba
Neste baita temporal
O que não boia, inunda
Oceanos de incertezas
Cercam rosas numa estufa
É guerra galera
É guerra que se aproxima
Não é o clima
Não é o petróleo
Não é água doce poluída
Extermínio bicho
É o limpa
Caixa dois pra política
Quem  protesta financia
É a máquina
A máxima máquina moedora
Vai pegar tudo como desculpa
E tudo será combustível vil
O boicote à carne bovina
A gripe do frango
A gripe suína
Os governos que escondem armas químicas
As plataformas que vazam no pré-sal
O aumento do aquecimento global
A falta de médicos no Brasil
Os dentistas brasileiros em Portugal
A moeda virtual que (dizem)
Ameaça o capital
Não há novo e nem velho
Nem início ou meio ou fim
Todos os fatos e mentiras
Das noticias que se acumulam
São apenas o “processo”
O mesmo novo velho processo
Da ponta da corda
Que se fecha no círculo
Que rompe o círculo
E que roda
O mundo é uma bola
Ano que vem tem copa
Abrem-se, fecham-se portas
O Euro que não emplaca
A China que desbanca
Todas as repúblicas que debandam
Tudo socado num mesmo barril
Não é a alta do dólar
Nem queda da moeda americana
Nem a corrupção que assola
Ou pirataria que engana
A crise econômica é moral
Política, amoral
Sodoma, Gomorra e vulcões que explodem
E chovem bombas
Não se vê?
Já se viu?
vai ser tudo igual 
vitimas em todos os continentes

É a guerra que se aproxima...